O
petróleo é uma substância oleosa, inflamável,
menos densa que a água, com cheiro característico
e de cor variando entre o negro e o castanho escuro.
Embora objeto de muitas discussões no passado, hoje tem-se
como certa a sua origem orgânica, sendo uma combinação
de moléculas de carbono e hidrogênio.
Admite-se
que esta origem esteja ligada à decomposição
dos seres que compõem o plâncton - organismos em
suspensão nas águas doces ou salgadas tais como
protozoários, celenterados e outros - causada pela pouca
oxigenação e pela ação de bactérias.
Estes seres decompostos
foram, ao longo de milhões de anos, se acumulando no fundo
dos mares e dos lagos, sendo pressionados pelos movimentos da
crosta terrestre e transformaram-se na substância oleosa
que é o petróleo.Ao contrário do que se pensa,
o petróleo não permanece na rocha que foi gerado
- a rocha matriz - mas desloca-se até encontrar um terreno
apropriado para se concentrar.
Estes terrenos são denominados bacias
sedimentares, formadas por camadas ou lençóis porosos
de areia, arenitos ou calcários. O petróleo aloja-se
ali, ocupando os poros rochosos como forma "lagos".
Ele acumula-se, formando jazidas. Ali são encontrados o
gás natural, na parte mais alta, e petróleo e água
nas mais baixas.
A
reconstrução da história geológica de
uma área, através da observação de rochas
e formações rochosas, determina a probabilidade da
ocorrência de rochas reservatório.
A utilização de medições gravimétricas,
magnéticas e sísmicas, permitem o mapeamento das estruturas
rochosas e composições do subsolo. A definição
do local com maior probabilidade de um acúmulo de óleo
e gás é baseada na sinergia entre a Geologia, a Geofísica
e a Geoquímica, destacando-se a área de Geo-Engenharia
de Reservatórios.
Pelo fato dos campos petrolíferos não serem localizados,
necessariamente, próximos dos terminais e refinarias de óleo
e gás, é necessário o transporte da produção
através de embarcações, caminhões, vagões,
ou tubulações (oleodutos e gasodutos).
Apesar
da separação da água, óleo, gás
e sólidos produzidos, ocorrer em estações
ou na própria unidade de produção, é
necessário o processamento e refino da mistura de hidrocarbonetos
proveniente da rocha reservatório, para a obtenção
dos componentes que serão utilizados nas mais diversas
aplicações (combustíveis, lubrificantes,
plásticos, fertilizantes, medicamentos, tintas, tecidos,
etc..).
As técnicas mais utilizadas de refino são:
I)
destilação,
II) craqueamento térmico,
III) alquilação e
IV) craqueamento catalítico.
| A
distribuição do petróleo |
Os
produtos finais das estações e refinarias (gás
natural, gás residual, GLP, gasolina, nafta, querosene, lubrificantes,
resíduos pesados e outros destilados) são comercializados
com as distribuidoras, que se incumbirão de oferecê-los,
na sua forma original ou aditivada, ao consumidor final.
Fonte:
Apostilas PETROBRAS
A
história do petróleo no Brasil pode ser dividida
em quatro fases distintas:
Primeira:
Até 1938, com as explorações sob o regime
da livre iniciativa. Neste período, a primeira sondagem
profunda foi realizada entre 1892 e 1896, no Município
de Bofete, Estado de São Paulo, por Eugênio Ferreira
Camargo. |
Segunda:
Nacionalização das riquezas do nosso subsolo,
pelo Governo e a criação do Conselho Nacional
do Petróleo, em 1938. |
Terceira:
Estabelecimento do monopólio estatal, durante o Governo
do Presidente Getúlio Vargas que, a 3 de outubro de
1953, promulgou a Lei 2004, criando a Petrobras. Foi uma fase
marcante na história do nosso petróleo, pelo
fato da Petrobras ter nascido do debate democrático,
atendendo aos anseios do povo brasileiro e defendida por diversos
partidos políticos. |
Quarta:
Flexibilização do Monopólio, conforme
a Lei 9478, de 6 de agosto. |
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de pesquisa
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